Empresas do Minho querem maior articulação entre diplomacia e mercado angolano
O presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho), Ramiro Brito, defendeu esta sexta-feira o reforço da diplomacia económica portuguesa em Angola, para facilitar a entrada de empresas portuguesas naquele país africano.
Em declarações à Lusa no final de uma reunião com o novo embaixador de Portugal em Angola, Ramiro Brito sublinhou que Angola é um mercado “extremamente relevante para Portugal e, em particular, para muitas empresas do Minho” que ali vêm desenvolvendo projetos ao longo das últimas décadas.
“Uma parte significativa das empresas portuguesas que operam no mercado angolano têm origem na região do Minho”, referiu.
Segundo Ramiro Brito, em Angola operam mais de 20 empresas do Minho, essencialmente da área da construção civil, mas também da energia, tecnologia e consultoria.
“Nestas empresas, estaremos a falar de mais de 2.000 trabalhadores”, referiu.
Para facilitar e incrementar a presença de empresas nacionais em Angola, o presidente da AEMinho defende a necessidade de reforçar os mecanismos de cooperação entre a diplomacia económica portuguesa e o tecido empresarial.
“No fundo, o que propomos é usar a nossa diplomacia para resolver questões de 'compliance' administrativo e jurídico, aligeirando dificuldades de operação, de burocracia e de documentação”, explicou.
Segundo Ramiro Brito, essa articulação institucional é fundamental para facilitar a atividade das empresas, potenciar novas oportunidades de investimento e tornar mais fluida a cooperação económica bilateral.
O novo Embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias, tomou posse em fevereiro.
A visita do presidente da AEMinho a Luanda teve como objetivo apresentar cumprimentos institucionais e dar as boas-vindas ao diplomata português no início da sua missão em Angola, um dos mercados externos historicamente mais relevantes para as empresas portuguesas.
A AEMinho manifestou “total disponibilidade” para colaborar com a Embaixada de Portugal em Angola em iniciativas que contribuam para aproximar empresas, promover investimento e fortalecer a cooperação económica entre os dois países.
Para Ramiro Brito, “Angola deve continuar a ser encarada como um parceiro económico prioritário para Portugal e, nesse contexto, merece uma atenção estratégica permanente por parte das instituições e da diplomacia económica portuguesa”.