Farmacêuticas defendem mais ensaios clínicos na Europa para promover economia

A federação europeia do setor aponta que reforçar a participação da União Europeia nos ensaios clínicos globais pode gerar milhares de milhões de euros e ampliar o acesso dos doentes a tratamentos inovadores. O objetivo versa em tornar a Europa mais competitiva no investimento em saúde.
Agência Lusa
Agência Lusa
17 mar. 2026, 19:54

Um aumento da quota europeia nos ensaios clínicos globais poderia acrescentar quase 18 mil milhões de euros à economia europeia em 10 anos e permitir a mais 158 mil doentes participar em ensaios, segundo a Federação europeia das farmacêuticas.

Um estudo da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA), divulgado esta terça-feira, analisou a atratividade da União Europeia (UE) como destino para investimentos farmacêuticos, em comparação com os concorrentes globais - Estados Unidos, China, Reino Unido e Suíça - e quantificou os ganhos da UE ao reduzir a diferença face ao concorrente mais próximo.

Uma diminuição da diferença no investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) da indústria podia gerar 105 mil milhões de euros adicionais em investimento na próxima década, conclui o estudo.

Também o aumento da quota da Europa nos ensaios clínicos globais podia adicionar quase 18 mil milhões de euros à economia europeia, além de criar cerca de 82 mil empregos e permitir a mais 158 mil pacientes participar em ensaios clínicos.

O presidente da EFPIA, Stefan Oelrich, citado em comunicado divulgado, sublinha que o desafio da Europa é corrigir as lacunas identificadas no estudo para criar um ambiente que atraia investimento, acelere a transposição para novos tratamentos e garanta o acesso imediato aos europeus.

“Se estivermos dispostos a agir, não estamos apenas a impulsionar o crescimento; estamos a garantir a resiliência da saúde na Europa”, destacou.