Mau tempo: Presidente da CCRDC rejeita que haja atrasos na resposta a pedidos de apoio
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ribau Esteves, recusou hoje que haja atrasos na resposta a pedidos de apoio para recuperação de habitações e empresas, na sequência da depressão Kristin.
Em Porto de Mós, no distrito de Leiria, onde participou numa reunião com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, considerou que “a demora maior é que não temos empreiteiros, máquinas, etc, para fazer tudo o que há para fazer”.
“Nunca uso a palavra ‘demora’”, no contexto da resposta aos pedidos de apoio, “porque não acho que haja demora alguma. A demora que há, é da nossa expetativa e da nossa ansiedade. A demora maior não é o dinheiro que ainda não chegou”, afirmou.
Para o presidente da CCDRC, “até podíamos ter o dinheiro na mão e na conta de toda a gente - donos de habitações, inquilinos, empresas, câmaras... -, mas íamos precisar de vários anos para ter a capacidade técnica e de recursos humanos para fazer fisicamente”, o que, considera, não existe atualmente.
“Por isso nunca uso essa conversa da demora”, insistiu, em reposta aos jornalistas.
Para Ribau Esteves, na questão da resposta aos pedidos de apoio às regiões afetadas pelo mau tempo, a CCDRC está, sobretudo, “obrigada a fazer bem, com rigor formal”, porque “é dinheiro público transposto para entidades privadas”.
“Já há notícias de pessoas a fazerem asneiras, de algumas situações de falta de seriedade. No passado, lembramo-nos também bem de presidentes de câmara que foram à barra do tribunal e foram condenados. Na altura das respostas rápidas deram o melhor de si, mas não tiveram o cuidado de cumprir a regra A e a regra B e depois têm problemas”, recordou.
O responsável da CCDRC garantiu em Porto de Mós que há esforço “nas várias frentes para que o trabalho seja feito o mais rapidamente possível”.
“Garanto que todos os elos da cadeia têm esse empenho, as câmaras, CCDRC, o Banco de Fomento, toda a gente que está metida nisto - mas toda a gente tem de fazer bem. E o bem é quando se diz sim a uma candidatura, e o bem [também] é quando se diz não a uma candidatura”, avisou.
Ribau Esteves lembrou que “já estão a chegar as reclamações” e “as inspeções, a IGAMAOT [Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território] já está no terreno a fazer o seu trabalho”.
“Portanto, estamos a fazer o trabalho o mais rapidamente possível, mas com uma exigência de fazer bem, com todo o rigor, para que ninguém tenha problemas”, concluiu.