Miranda do Corvo reprova encerramento de agência do Santander e alerta para impacto local

A Câmara Municipal criticou a decisão do banco de fechar a sua agência no concelho, destacando o prejuízo para a população, sobretudo os idosos e a perda de serviços essenciais. O autarca apelou à reavaliação da medida ou à instalação de multibanco completo.
Agência Lusa
Agência Lusa
17 mar. 2026, 17:40

O Município de Miranda do Corvo considerou “incompreensível” a opção do Banco Santander de encerrar a sua agência no concelho, manifestando “preocupação e firme reprovação” pelo impacto que a decisão terá na população.

“Num momento em que a banca apresenta lucros recorde, esperava-se responsabilidade social e compromisso com os territórios. Esta decisão vai no sentido oposto e não é aceitável”, afirmou o presidente da Câmara, citado num comunicado enviado à agência Lusa.

José Miguel Ramos Ferreira sublinhou que a decisão surge “num momento particularmente exigente” para o concelho, com “prejuízos significativos” na sequência do mau tempo, afirmando que o que as pessoas esperavam era “apoio, estabilidade e confiança, não o encerramento de serviços essenciais”.

Considerando “incompreensível” que se retire um serviço essencial à população, o autarca mostrou preocupação com o impacto que a decisão terá nas pessoas.

“Num concelho com uma população envelhecida, os serviços bancários de proximidade continuam a ser fundamentais. Para muitos, especialmente os mais idosos, não são uma opção, são uma necessidade no dia-a-dia”, assinalou.

José Miguel Ramos Ferreira alertou ainda que o Santander "arrisca perder uma parte significativa da sua base de clientes" para outras instituições ao sair de Miranda do Corvo.

“Concentrar serviços num concelho onde já existe forte oferta não só prejudica o território, como dificilmente se justifica do ponto de vista estratégico”, acrescentou.

A Câmara Municipal de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, já manifestou o seu descontentamento junto da administração do Banco Santander e apelou à reavaliação da decisão.

Caso não seja possível reverter o encerramento, a autarquia solicitou a instalação de um equipamento multibanco com funcionalidades completas, incluindo depósitos de numerário e acesso a operações bancárias essenciais.