Preços das casas aumentam 17,8% no início do ano
Os preços da habitação em Portugal continuaram a aumentar no primeiro trimestre de 2026, embora a um ritmo ligeiramente mais moderado. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços da Habitação subiu 17,8% em termos homólogos, uma taxa inferior em 1,1 pontos percentuais à registada no trimestre anterior. Enquanto as casas ficaram mais caras, o número de transações diminuiu 8,7%.
Esta foi a primeira desaceleração de preços desde o segundo trimestre de 2024. A valorização das casas foi mais acentuada nas habitações existentes, que registaram um aumento de 19,7%, enquanto as habitações novas apresentaram uma subida de 12,6%, revelam os dados do INE.
Em cadeia, face aos últimos três meses de 2025, o Índice de Preços da Habitação registou um aumento de 3,8%. Apesar de representar uma ligeira desaceleração em comparação com a variação de 4% observada no trimestre anterior, os preços mantêm uma trajetória de crescimento sustentado, impulsionada, sobretudo, pelo mercado de habitações existentes. Entre janeiro e março, na comparação em cadeia, os preços das habitações existentes aumentaram 4,2% em relação ao trimestre anterior, enquanto as habitações novas registaram uma subida mais moderada de 2,7%.
Apesar da forte valorização dos imóveis para habitação, o número de transações diminuiu. No primeiro trimestre de 2026 foram transacionadas 37.745 habitações, o que representa uma quebra homóloga de 8,7% e uma redução de 12,4% face ao trimestre anterior. Ainda assim, o valor global das operações aumentou 3,2% em comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 9,9 mil milhões de euros, refletindo o encarecimento do imobiliário residencial.
Os compradores pertencentes ao setor institucional das famílias mantiveram o maior peso no mercado, sendo responsáveis pela aquisição de 32.828 habitações, equivalentes a 87% do total transacionado. Estas compras representaram um investimento de 8,6 mil milhões de euros, correspondente a 86,4% do valor total das transações. Já as aquisições realizadas por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional recuaram 15,6% em termos homólogos, fixando-se em 1.770 habitações.