Região Viseu Dão Lafões cria projeto com foco em três áreas da economia

Com mais de 300 mil euros disponíveis, o Invest tem foco em “três ‘clusters’ da economia da região, como são o setor agroalimentar, a floresta e derivados, e a ‘silver economy’, conhecida como a economia do futuro”.
Agência Lusa
Agência Lusa
23 abr. 2026, 19:07

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões apresentou hoje o projeto Invest, que visa apoiar três ‘clusters’ da economia da região, como a agroalimentar, a floresta e derivados, e a ‘silver economy’.

“O projeto ‘Invest Viseu Dão Lafões’ visa a dinamização de ações coletivas de internacionalização que contribuam para o reforço da presença do tecido empresarial em cadeias de valor e mercados internacionais”, referiu Sofia Freitas.

A técnica da CIM Viseu Dão Lafões, que apresentou o projeto a empresários, disse que marcarão presença no Portugal Nação Global, em Lisboa, nos dias 29 e 30, para dar a conhecer o Invest.

Este projeto pretende “apoiar a internacionalização e a captação de investimento” para a região e a iniciativa em Lisboa será uma “boa oportunidade, uma vez que também estarão presentes empresários residentes no estrangeiro” com quem pretendem reunir.

Com mais de 300 mil euros disponíveis, 271 dos quais de fundos europeus, através do programa Feder, o Invest tem foco em “três ‘clusters’ da economia da região, como são o setor agroalimentar, a floresta e derivados, e a ‘silver economy’, conhecida como a economia do futuro”.

A escolha desses três setores teve em conta os dados económicos da região que abrange 14 municípios, como o agroalimentar que “tem consolidado 10% a 12% do VAB [valor acrescentado bruto] regional e o das florestas e derivados contabiliza 07% a 09%”.

“O ‘silver economy’ é um setor emergente estratégico e os dados que temos é que a nossa região tem uma boa capacidade de evoluir neste setor, com potencial para chegar a 4%/5% do VAB regional”, argumentou Sofia Freitas.

O Invest prevê sete intervenções relevantes; 18 ações de disseminação; 12 acordos de colaboração e criar impacto junto de 200 pequenas e médias empresas (PME) e outras empresas, contabilizou a técnica.

Segundo Sofia Freitas, entre as intervenções mais relevantes previstas está a potencialidade de “chegar, principalmente, aos mercados dos Estados Unidos da América (EUA) e dos Países Baixos e outros”, e para isso pretendem organizar ações como feiras internacionais.

Assim como celebrar acordos e parcerias com Embaixadas, Câmaras de Comércio e Indústria e associações empresariais, entre outras instituições e de mais países como Espanha, França, Alemanha ou Reino Unido, exemplificou.

Um projeto que “pretende trabalhar em rede, de forma igual, numa lógica de complementaridade e não como substituto” de outras ações de investimento, segundo o secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho.

“Temos condições de, nos próximos anos, fazer um trabalho diferenciador a contar com o apoio dos 14 municípios da CIM e da AIRV [Associação Empresarial da Região de Viseu]”, defendeu.

O presidente da AIRV, João Cotta, defendeu que este projeto “é uma mudança de paradigma”, ou seja, as empresas e o mercado regional “deixam de ser reativos para passar a ser proativos” e estes três ‘clusters’ são “o embrião, porque a ideia é ser mais abrangente”.

O presidente da CIM, e também da Câmara de Viseu, João Azevedo, defendeu a “necessidade de haver ‘superavit’ regional” e os autarcas “querem mais investimento, mais qualidade de vida das pessoas, melhores salários, melhores vias de comunicação, mais cultura e desporto e querem fixar as pessoas desde jovens até ficarem mais grisalhos”.

A CIM Viseu Dão Lafões integra 13 dos 24 municípios do distrito de Viseu - Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, São Pedro do Sul, Santa Comba Dão, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela - e Aguiar da Beira (distrito da Guarda).