Lousã, Arganil e Góis integram projeto-piloto para atração de novos pastores

O projeto-piloto, desenvolvido junto do Ministério da Agricultura, “já está em fase de implementação no terreno”, segundo o autarca, prevendo-se que deva estar implementado “até ao início do verão”.

Agência Lusa
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20 abr. 2026, 18:05

Lousã, Góis e Arganil integram um projeto-piloto para estimular o aparecimento de novos pastores, que deverá estar implementado até ao início do verão, disse hoje o presidente da Câmara Municipal da Lousã.

“Estes três concelhos - Lousã, Góis, Arganil -, vão estimular e patrocinar o aparecimento de novos pastores, novos rebanhos. Vamos apoiar a criação de novas estruturas que permitam não só o combate dos incêndios de forma indireta, com os seus pastos, as cabras sapadoras, mas também vão fazer com que não nos falte o cabrito, a chanfana e todos os derivados dessa exploração agropecuária”, afirmou Victor Carvalho, durante a apresentação da iniciativa Fins de Semana Gastronómicos do Cabrito, que irá decorrer naquele concelho do distrito de Coimbra.

O projeto-piloto, desenvolvido junto do Ministério da Agricultura, “já está em fase de implementação no terreno”, segundo o autarca, prevendo-se que deva estar implementado “até ao início do verão”.

“O projeto passa, sobretudo, por darmos apoio financeiro para a aquisição de gado e de animais, e também uma contribuição que sirva de suporte financeiro para o posto de trabalho a criar, sendo do próprio pastor, sendo de meios humanos que precise de alocar à atividade”, explicou.

De acordo com Victor Carvalho, o projeto tem “um horizonte temporal bastante alargado” e “é um apoio efetivo a quem quiser abraçar” a atividade.

Para o autarca, é preciso que também os decisores políticos e a própria comunidade confiram à atividade o “estatuto de profissão sexy”.

“Temos de tornar algumas atividades mais apetecíveis e, às vezes, o ser pastor pode não ser atrativo”, defendeu, manifestando “grande expectativa” nos jovens e “a certeza de que se eles virem que a atividade é interessante” podem abraçar projetos deste género.

Para o secretário executivo da Região Metropolitana de Coimbra, Jorge Brito, este é um exemplo quando se diz aquilo que os vários agentes do território têm feito para dinamizar a fileira da caprinocultura, assumindo que “é um desafio”.

Jorge Brito adiantou que muito em breve irá realizar-se uma nova edição da Escola de Pastores, já realizada no passado em parceria com a Escola Agrária de Coimbra, ressalvando que é importante passar a mensagem de “que forma é que esta nova ruralidade consegue ser atrativa, estimulante”, nomeadamente para os jovens, “e de que forma é que podem contribuir numa lógica de criação de valor”.

“É com estes programas que também vamos ajudar a criar essas iniciativas para que possamos, naturalmente, criar mais um dinamismo para esta atividade”, concluiu.