Com o troço requalificado, mas sem comboios: movimento cívico pede reposição de serviço entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga insiste na reposição de comboios com, pelo menos, duas ligações diárias em cada sentido.
Ana Rita Cristovão
Ana Rita Cristovão Jornalista
08 jun. 2026, 10:00

O troço está requalificado, mas não circulam comboios. É esta a realidade que se vive entre Sernada do Vouga e Oliveira de Azeméis.

“Requalificou-se o troço, utilize-se”, é o pedido do Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV). Em comunicado, o movimento vem reforçar a importância de se restabelecer a ligação entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga. 

Mesmo “sem a reposição dos aparelhos de mudança de via em Albergaria-a-Velha e no Pinheiro da Bemposta”, o movimento vem a público defender a circulação “no mínimo, de dois comboios em cada sentido”.

“As Terras de Santa Maria precisam de uma ligação efetiva à sua capital de distrito, até porque muita gente necessita de se deslocar à Segurança Social de Aveiro, bem como os estudantes dos polos da Universidade de Aveiro, em Oliveira de Azeméis, Águeda e Aveiro”, acrescenta o movimento.

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga refere ainda a importância de se avançar com um estudo para “avaliar a possibilidade de expandir o percurso do Comboio Histórico do Vouga”, que poderia também criar sinergias entre a oferta turística e o património ferroviário, com benefícios para eventos da região como a Viagem Medieval e o Perlim, em Santa Maria da Feira, o Mercado à Moda Antiga, em Oliveira de Azeméis, o Turismo Industrial de São João da Madeira e as diversas romarias populares de Espinho, bem como o Mercado do Pão, em Albergaria-a-Velha.

Reivindicações das quais o movimento admite não desistir, pedindo ainda a “colaboração de todas as autarquias dos concelhos servidos”.