CCDR-N reúne-se com comunidades intermunicipais para acelerar execução de fundos

Aconteceu esta terça-feira a primeira reunião da nova direção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) com a participação das comunidades intermunicipais. A preocupação está na execução de fundos comunitários aos Planos Diretores Municipais (PDM).
Agência Lusa
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24 mar. 2026, 16:50

“Não há aqui grandes novidades. É, sobretudo, uma preocupação e um foco, acho que estamos todos em sintonia relativamente a isso, na execução dos trabalhos finais de revisão dos PDM, alguns já estão concluídos, outros ainda não estão e temos prazos para isso, e, por outro lado, também a execução do Norte2030. Não nos podemos dar a luxo de desperdiçar um cêntimo que seja na execução do Norte 2030, porque a nossa região ainda apresenta muitas assimetrias, muitas debilidades”, explicou o presidente, Álvaro Santos, aos jornalistas.

O início de um “novo ciclo” para os órgãos diretivos da Comissão, encabeçado por Álvaro Santos, empossado no início do mês, foi hoje assinalado com uma reunião com comunidades intermunicipais da região e a Área Metropolitana do Porto, com o ponto de situação do Norte2030, da revisão dos PDM e os contratos para desenvolvimento e coesão territorial em cima da mesa, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

Quanto ao maior programa de fundos comunitários do país, com 3,4 mil milhões de euros, só “cerca de 12%” está executado mas há “muitas candidaturas aprovadas e uma taxa de compromisso muito elevada”, tendo aqui um momento “crucial para planear já, com anos de antecedência, o término do programa, com o plano de avisos que tem de ser direcionado para o que municípios e comunidades intermunicipais têm em mente e planeado”.

“Vamos antecipar, face àquilo que tínhamos previsto, em cerca de um ano este processo de reflexão estratégica porque, por força das calamidades que assolaram o país, e particularmente a região centro, o Governo, em boa hora, lançou esse amplo debate que se designa por PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência], e nós vamos aproveitar também esse processo para iniciar já o próximo período de programação”, garantiu.

O objetivo é, no futuro, “continuar a ter, e se possível reforçar, a autonomia e capacidade de gestão”, bem como “um envelope financeiro considerável”.

“A região tem que se mobilizar para este grande desígnio. A nossa melhor capacidade de reivindicação e de autonomia vê-se nestes processos de reflexão e na nossa capacidade de mobilização dos agentes da região para os desígnios que se vão consolidar em 2040”, acrescentou.

Assim, “se tudo correr bem, no início de 2027”, a CCDR-N terá “uma agenda transformadora da região com esse objetivo de promover o crescimento sustentável e o desenvolvimento no horizonte de 2040”.