Governo reconhece "crise difícil" na habitação, mas assegura que "há sinais de esperança"

O ministro Miguel Pinto Luz afirmou que o setor da habitação apresenta sinais de recuperação em Portugal e que há aumento da oferta de casas disponíveis e desaceleração do crescimento das rendas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Entre 2024 e 2025, a renda média pedida caiu 2% a nível nacional e 1% na Área Metropolitana de Lisboa.

 
Agência Lusa
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18 mar. 2026, 11:28

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assegurou esta quarta-feira no parlamento que o setor da habitação dá sinais de recuperação, com aumento da oferta e desaceleração da subida das rendas.

“Continuamos a enfrentar uma crise difícil, mas há sinais de esperança que não podem ser ignorados”, sublinhou Miguel Pinto Luz na sua intervenção inicial no âmbito da audição regimental na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, referindo que os dados apontam para um aumento do número de casas disponíveis no mercado.

O governante referiu que o crescimento do valor das rendas desacelerou na Área Metropolitana de Lisboa (AML) de 5% para 1% e na Área Metropolitana do Porto de 5% para 3%.

“A renda média pedida caiu, entre 2024 e 2025, 2% a nível nacional e 1% na AML”, apontou.

Miguel Pinto Luz destacou ainda números da Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AICCOPN), segundo os quais o investimento em construção aumentou 5,5% em 2025, atingindo 28 mil milhões de euros.

No mesmo período, os concursos de obras públicas lançados totalizaram cerca de 10 mil milhões de euros, um valor que o governante classificou como “sem paralelo”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação sublinhou que estes indicadores “refletem uma maior confiança” no setor: “Constrói-se mais, há mais casas para arrendar e o Governo está a fazer a sua parte.”

Questionado sobre os imóveis do Estado, Miguel Pinto Luz indicou que o Governo já transferiu 75 para as autarquias.