Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e Teatro Académico Gil Vicente reforçam inclusão
“O objetivo deste protocolo tem a ver com a nossa preocupação em promover a inclusão, a acessibilidade e a participação o mais plena possível de pessoas com deficiência, incapacidade ou outro tipo de situações de vulnerabilidade”, destacou o diretor do Teatro Académico de Gil Vicente, Sílvio Correia Santos.
A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) assinaram hoje um acordo que define uma base de trabalho contínuo entre as duas instituições, reconhecendo a cultura como um fator essencial de inclusão.
A parceria prevê o desenvolvimento de ações que tornem a fruição e a prática culturais progressivamente mais acessíveis e significativas para todos os públicos, que incluirão iniciativas artísticas conjuntas dirigidas a toda a comunidade.
“Desde ações de sensibilização e de formação para a nossa equipa, mas depois também uma dimensão que tem a ver com o próprio acesso a espetáculos por parte dos utentes da APCC, bem como a participação em projetos aos quais nós estamos ligados”, concretizou Sílvio Correia Santos.
O grupo de teatro Projeto Estúdio, que junta utentes da APCC, foi convidado para se juntar às sessões de leituras partilhadas promovidas pelo coletivo declAMAR Poesia no TAGV.
“Num outro aspeto, também da natureza artística e que fará parte da nossa programação, teremos uma colaboração com o projeto de música 5.ª Punkada, que no início de 2027 participará num evento que estamos a preparar”, revelou.
Com esta parceria, a APCC e o TAGV pretendem afirmar “uma estratégia conjunta orientada para alargar o acesso à cultura, diversificar os públicos e criar condições reais de participação, contribuindo de forma consistente para uma comunidade mais coesa e inclusiva”.
Já para Pedro Santos, da APCC, este protocolo vem “dar seguimento a uma colaboração que já se vinha realizando com um dos dois grupos de teatro da Associação”.
“Dessa colaboração nasceu a ideia de fazer algo mais abrangente, que envolva outras áreas de produção artística que nós desenvolvemos na APCC, para que pudesse contribuir para abrir também o próprio TAGV. No fundo, é tornarmos a cultura mais acessível e promovermos a participação plena de pessoas com deficiência”, concluiu.