Braga reforça meios da Proteção Civil e convoca população para a prevenção

O município de Braga anunciou um reforço no dispositivo de resposta no terreno este ano que envolve a colaboração direta da comunidade. 
 
Joana Amarante
Joana Amarante Jornalista
04 jun. 2026, 08:46

A Câmara Municipal de Braga apresentou o Dispositivo Municipal de Vigilância e 1.ª Intervenção, para reforçar a capacidade operacional no terreno em 2026. O foco, diz a autarquia, é o envolvimento direto da comunidade.

A autarquia apresentou um dispositivo que conta com 56 operacionais e 19 viaturas na vigilância, e 229 operacionais apoiados por 24 viaturas na 1.ª intervenção. São mais sete do que no ano passado, sinal que para o município é de reforço da “capacidade de resposta no terreno”. 

O anúncio feito numa nota publicada na página do município, fala num investimento superior a 35 mil euros cofinanciado pelo NORTE 2030.

Para o autarca de Braga, João Rodrigues, a proteção civil no concelho tem estado cada vez mais integrada entre as entidades e a comunidade. O autarca assegura que os serviços municipais e os operacionais estão mais preparados do que nunca, pelo investimento que tem vindo a ser feito em “mais meios, mais recursos e mais formação”. 

A câmara municipal anunciou que os operacionais das Unidades Locais de Proteção Civil de Este, Sobreposta, Pedralva e Lomar e Arcos, e ainda a Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF), receberam novos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). 

A presidente da Junta de Freguesia de Sobreposta, Elizabete Silva, a representar as ULPC, defendeu que os mecanismos locais são essenciais porque permitem estar mais próximos das populações, “garantindo que o alerta e a primeira intervenção acontecem de forma rápida e integrada no território”, lê-se no site. 

No que diz respeito ao plano das infraestruturas e da estratégia de combate no terreno, o presidente da Câmara Municipal de Braga, divulgou a criação de um novo ponto de água em Oliveira São Pedro e a preparação de outro em Arentim, infraestruturas que permitem reforçar a capacidade de resposta imediata no combate a incêndios rurais.

João Rodrigues apela à população para a adoção de comportamentos seguros, e pede a sua participação direta através da vigilância ativa e do contacto imediato com o 112 em situações de risco. O edil relembrou os munícipes da disponibilidade do biotriturador do projeto “Cuidar Braga” uma forma gratuita de limpeza e que evita as queimas de sobrantes agrícolas e florestais. 

O vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa reforçou que o esforço que tem sido feito na prevenção e o trabalho conjunto com todos os agentes envolvidos, fez com que Braga tenha registado “a menor área ardida em incêndios rurais desde que há registo”, acrescenta o comunicado.