Greve nacional convocada para 27 de abril pretende reforçar protesto contra pacote laboral

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro convocou uma greve nacional para 17 de abril de 2026. Em causa está o pacote laboral que a central sindical considera um retrocesso. 
Agência Lusa
Agência Lusa
06 abr. 2026, 00:00

A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidros instou os trabalhadores a juntarem-se à manifestação convocada pela CGTP-IN para o dia 17 de abril para protestar contra o pacote laboral.

“A Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), ao abrigo do artigo 57.º da Constituição Portuguesa e nos termos dos artigos 530.º e seguintes do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, torna pública, para todo o seu âmbito e área estatuários, a Greve Nacional no dia 17 de Abril de 2026, para permitir a participação dos trabalhadores na manifestação nacional promovida pela CGTP-IN, em Lisboa”, lê-se em comunicado.

A paralisação realiza-se da meia-noite até às 23h59 do dia 17 de Abril e para os trabalhadores cujo turno se inicie antes da meia-noite ou termine depois das 23h59 do dia 17, o mesmo prolonga-se até ao final do turno de dia 18, ou antecipa-se o seu início para o turno que termine no dia 17 e que comece no dia 16.

Todos os trabalhadores são abrangidos pelo pré-aviso de greve.

A CGTP anunciou no dia 18 de março "uma grande manifestação nacional" para dia 17 de abril, em Lisboa, tendo em vista dar "continuidade" ao "combate ao pacote laboral".

"Para dar combate ao pacote laboral", a CGTP decidiu convocar "uma grande manifestação nacional para o próximo dia 17 de abril", em frente da Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo "a retirada do pacote laboral", bem como que "haja uma inversão da política que está a ser seguida", afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa, após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional.

Tiago Oliveira reiterou que a proposta de revisão da legislação laboral representa um “profundo retrocesso para todos os trabalhadores” e apelou a um “esforço coletivo” para que a manifestação de 17 de abril seja “um grande momento de luta” e de “afirmação".