Lezíria do Tejo aposta em autocarros elétricos para reforçar mobilidade

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo vai reforçar a mobilidade com 16 autocarros elétricos, substituindo a frota atual. A entrada em circulação depende da instalação de infraestruturas de carregamento. O objetivo é melhorar ligações e tornar os transportes mais sustentáveis na região.
Agência Lusa
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18 mar. 2026, 20:37

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) vai reforçar várias rotas urbanas e interurbanas com 16 autocarros elétricos, cuja entrada em circulação depende da instalação dos carregadores necessários, disse esta quarta-feira o secretário‑geral da instituição, António Torres.

À margem do seminário “Resiliência Climática e Proteção Civil”, a decorrer em Alpiarça, António Torres explicou que a CIMLT tem em curso uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que prevê a aquisição de 16 viaturas elétricas, substituindo a frota atualmente em circulação.

“Todos os transportes urbanos de Santarém passarão a ser elétricos”, afirmou.

Além destas viaturas, serão integrados quatro autocarros interurbanos, destinados a reforçar as ligações entre Golegã, Chamusca, Alpiarça, Almeirim e Santarém, outra entre Salvaterra de Magos, Benavente, Samora Correia e Vila Franca de Xira, e ainda entre Santarém, Cartaxo, Azambuja e Carregado.

A operação inclui ainda dois miniautocarros elétricos, um destinado ao circuito urbano de Rio Maior e outro ao circuito urbano da Chamusca, enquadrados na oferta de transportes municipais.

António Torres afirmou que a região ficará “mais ou menos coberta com um modelo suave de transportes públicos”, destacando que os veículos já estão adquiridos, mas a entrada em serviço depende da infraestrutura elétrica.

Segundo o responsável, a instalação dos carregadores exige “processos burocráticos extensos”, incluindo autorizações da E‑Redes para postos de transformação, tendo a CIMLT identificado pontos de instalação em Santarém, Coruche, Salvaterra de Magos e Rio Maior.

“Estamos a falar de fornecimentos e não é de um dia para o outro. Tem a ver com instalações de postos de transformação para maior potência (…), mas estamos a fazer todos os esforços para ter tudo pronto até agosto”, afirmou, referindo que esse é o prazo-limite da candidatura PRR.

Caso o calendário seja cumprido, a CIMLT pretende, no último trimestre de 2026, iniciar conversações com os operadores que ainda asseguram o serviço, para disponibilizar as novas viaturas elétricas.

Segundo António Torres, os veículos deverão entrar em circulação “nos últimos dois meses [de 2026] ou no início do ano que vem”.

Paralelamente, a CIMLT está a constituir uma empresa intermunicipal de transportes públicos, cuja entrada em funcionamento deverá ocorrer dentro de cerca de um ano e meio, apontando para setembro de 2027, processo que decorrerá em paralelo ao reforço imediato das ligações com os operadores já existentes.