Linha do Vouga entre Espinho e Paços de Brandão entra em obras de 7,5 milhões
O troço da Linha Férrea do Vale do Vouga entre Espinho e Paços de Brandão estará sujeito a obras de 7,5 milhões de euros até meados de fevereiro de 2027, revelou esta terça-feira a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP).
“A intervenção incide na superestrutura de via, na beneficiação das estações de Espinho-Vouga e de Paços de Brandão, e na substituição integral do aparelho de mudança de via em Espinho”, adianta fonte dessa entidade, sobre o troço entre a referida cidade costeira e a freguesia do concelho de Santa Maria da Feira, ambas no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
Quanto à duração dos trabalhos na ferrovia inaugurada em 1908, a obra atual começou a 16 de fevereiro deste ano, tem um prazo de execução de 365 dias e constitui uma das etapas do Plano de Reabilitação da Linha do Vouga, que, face à antiguidade da estrutura, ao tipo de bitola nela usada e à reduzida velocidade permitida por essa distância interna entre carris, tem como objetivo “a modernização e renovação progressiva dessa infraestrutura ferroviária”.
Está assim prevista a “substituição integral de carris, travessas e fixações, balastragem e ataque mecânico pesado”, além da “reabilitação de drenagens e a substituição de pavimentos nas passagens de nível rodoviárias e pedonais”.
A IP quer com isso contribuir para “a melhoria dos níveis de serviço e de segurança da exploração”, que, desde maio de 2025, entre a estação de Espinho e a de Pinheiro da Bemposta, no concelho de Oliveira de Azeméis, integra o sistema de transporte metropolitano Andante, com respetivos passes e bilhetes.
No conjunto das suas diversas etapas, o Plano de Reabilitação da Linha do Vouga abrange os 96 quilómetros de extensão da Linha do Vouga, que, a par de Espinho, Feira e Azeméis, também atravessa territórios dos concelhos de São João da Madeira, Albergaria-a-Velha, Águeda e Aveiro.
“No âmbito deste plano, encontram-se já concluídas intervenções de beneficiação da superestrutura de via nos troços de Águeda até Sernada do Vouga, da Feira até Oliveira de Azeméis e daí até Sernada do Vouga – bem como a reabilitação da via na ponte rodoferroviária de Sernada e a reabilitação estrutural e proteção anticorrosiva da Ponte do Águeda”, adianta a IP, que em 2026 também quer arrancar com a intervenção no trajeto entre Águeda e Aveiro.