Lisboa promove campanha com guia para atuar e prevenir maus-tratos a animais
A Câmara de Lisboa e a Provedoria Municipal dos Animais lançaram um guia para atuar e prevenir maus-tratos a animais, com informação sobre como denunciar abusos e contactos de emergência, incluindo o “Botão de Socorro Animal”.
“A iniciativa traduz-se num guia pioneiro em matéria de maus-tratos que reúne, de forma clara e acessível, os principais sinais de abuso contra animais, dando orientações práticas sobre como agir corretamente perante um contexto nocivo para os animais”, indicou a Provedoria Municipal dos Animais de Lisboa, num comunicado divulgado hoje.
O guia para identificação e atuação perante maus-tratos a animais enquadra-se na campanha “A empatia salva vidas!”, promovida pela Câmara de Lisboa e pela Provedoria Municipal dos Animais, com o objetivo de reforçar o compromisso da cidade com a prevenção e denúncia desta problemática.
A ausência prolongada de comida, água e alojamento condigno, abandono e castigos físicos, sujeição continuada ao uso de coleiras ou outros utensílios que limitem movimentos naturais ou repouso, falta de cuidados médicos veterinários e utilização de animais para fins de mendicidade são considerados maus-tratos que devem ser denunciados, de acordo com o guia, que disponibiliza uma lista completa de contactos de emergência, incluindo o “Botão de Socorro Animal”, disponível através de ‘QR Code’.
De acordo com a Provedoria dos Animais, a campanha conta também com o apoio da Ordem dos Médicos Veterinários, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e da Polícia de Segurança Pública, que são “parceiros essenciais” na promoção de boas práticas, no enquadramento técnico e na resposta a situações de maus-tratos a animais.
Pretende-se que o guia circule “amplamente” pela cidade, sendo “uma ferramenta prática, pensada para estar no telemóvel de cada pessoa, nas escolas, nas juntas de freguesia e nos serviços públicos”, segundo a Provedoria, indicando que a campanha será divulgada em diversos meios digitais e físicos, incluindo redes sociais, transportes públicos, e clínicas veterinárias, de 14 a 23 de março, para tornar a denúncia “mais simples, imediata e segura para todos”.
“Quanto mais acessível for a informação, maior será a nossa capacidade de prevenir situações graves”, afirmou o provedor dos Animais de Lisboa, Pedro Emanuel Paiva, citado em comunicado.
Reforçando que o papel dos cidadãos na proteção animal é essencial, Pedro Emanuel Paiva disse que a Provedoria dos Animais de Lisboa responde, “todos os dias”, a situações que resultaram de denúncia, “porque alguém decidiu não ignorar um animal em sofrimento”.
“Denunciar é um gesto de empatia, não de confronto, e inclusive pode ser feito de forma anónima. Cada alerta pode ser determinante para salvar uma vida”, realçou o provedor, destacando a importância de seguir os passos indicados no guia como, por exemplo, “documentar o local, recolher imagens do animal e contactar as autoridades”.
Por parte da Câmara de Lisboa, a vereadora com o pelouro da Proteção Animal, Maria Luísa Aldim (CDS-PP), citada no comunicado, sublinhou o compromisso do município com o bem-estar animal e disse que a campanha “é um apelo direto à responsabilidade cívica”, porque “um animal maltratado depende quase sempre do olhar atento de alguém”.
“Em situações de maus-tratos a animais, contra o abandono e a agressão, a denúncia é a melhor proteção”, frisou o subintendente David Marcos, da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Também o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Pedro Fabrica, assinalou que “iniciativas como a campanha agora lançada demonstram a importância da cooperação positiva e ativa entre os diversos atores e intervenientes do bem-estar animal”.