Ministro sublinha papel da GNR no interior do país e diz que "é muitas vezes o único rosto do Estado"
O ministro da Administração Interna considerou este domingo, no Porto, que a GNR está preparada para responder a contextos de elevada exigência operacional através das suas unidades especializadas, mas valorizou também a presença “única” no território nacional.
“A GNR é também uma força preparada para responder a contextos de elevada exigência operacional. Através das suas unidades especializadas afirma uma capacidade robusta de intervenção, com elevados níveis de preparação e profissionalismo. Conheço muito bem estas estruturas pelo meu passado. Capacidade que se traduz na manutenção seja da ordem pública, seja na investigação criminal, seja na resposta a incidentes críticos e na atuação em cenários altamente complexos”, declarou Luís Neves.
No seu discurso durante as cerimónias de celebração dos 115 anos de existência da GNR, o ministro declarou que assinalar estes 115 anos da GNR é “reconhecer uma força que acompanha a história contemporânea do país e que soube evoluir, adaptando-se sempre às exigências de cada tempo sem nunca perder a sua identidade, o seu marco”.
Luís Neves considerou que a GNR construiu uma presença “única e contínua” no território nacional, “próxima, muitas vezes discreta, mas sempre determinante”.
O ministro destacou que em grande parte do país, sobretudo no interior de Portugal, a Guarda é o primeiro e por vezes o único rosto visível do Estado.
“É essa presença que garante não apenas segurança, mas também confiança. Uma confiança que se constrói na regularidade do contacto, no conhecimento das nossas comunidades e na capacidade de antecipar problemas. Esta relação de proximidade [da GNR] tem uma dimensão profundamente humana que vos reconheço há muito tempo, desde sempre. Está no acompanhamento dos idosos isolados, na atenção às situações de maior fragilidade, na identificação de risco social que exigem intervenção pronta. Está no conhecimento do território e das pessoas, do nosso povo, que permite uma atuação mais eficaz e mais próxima”.
Luís Neves mostrou-se grato e feliz pela presença do Presidente da República nas cerimónias dos 115 nos da GNR.
“A presença (...) confere a esta celebração um significado institucional particularmente relevante. É o reconhecimento do mais alto magistrado da nação a uma instituição que tem servido Portugal com dedicação, disciplina e sentido de missão”, disse, acrescentando que estavam todos “muito felizes” com a presença de António José Seguro na cerimónia.
O Presidente da República saudou o esforço no cumprimento da missão da GNR que celebra 115 anos de existência e condenou as agressões a militares da GNR, referindo que são sinais de erosão numa sociedade democrática.
António José Seguro dirigiu-se aos militares valorizando a forma como garantem a segurança nacional, designadamente nos incêndios de agosto do ano passado, e lembrou que a existência de agressões a estes elementos é um sinal de erosão numa sociedade democrática.
O Comandante-Geral da GNR, Rui Veloso, alertou, por seu lado, que a segurança reconhecida em Portugal não é “imutável” e exige “visão estratégica”, “inteligência” e “determinação” para combater redes criminosas, novas formas de violência e a desinformação.