Moledo recupera paredão e prepara reforço de areia antes do verão
A estabilização do paredão de Moledo, em Caminha, está concluída e a praia vai ser alimentada com areia antes da época balnear, revelou esta quinta-feira o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“A primeira intervenção, de recuperação do muro [destruído pelo avanço do mar durante as tempestades do inverno] da praia e da plataforma superior, onde se estacionam os carros, ficou concluída ontem [quarta-feira], para permitir que as pessoas façam praia em segurança. Após a época balnear, avança a obra estrutural”, disse José Pimenta Machado, presidente da APA, em declarações à Lusa.
Ainda antes da época balnear, que começa a 13 de junho, a APA vai fazer “uma pequena alimentação de areia” na praia de Moledo, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, adiantou o responsável.
Um dos objetivos da alimentação de areia é “proteger o muro”, explicou Pimenta Machado, apontando ainda a intenção de “manter o galardão de bandeira azul” e aumentar o espaço disponível para as pessoas na praia.
“É uma praia muito frequentada. Era importante dar resposta”, observou.
A 02 de abril, numa visita ao local, o presidente da APA afirmou que a obra de emergência, destinada a estabilizar o paredão que colapsou devido ao avanço do mar, ficaria pronta no prazo de um mês.
José Pimenta Machado disse à Lusa que esta é a primeira das obras iniciada nas praias nacionais após a destruição do inverno a ficar concluída, a par da alimentação de areia entre a Quarteira e o Garrão, no Algarve, que também ficou pronta na quarta-feira.
A obra concluída em Moledo custou 180 mil euros, acrescentou o presidente da APA.
No fim da época balnear, avançará em Moledo uma obra estrutural para estabilização do muro da praia, orçada entre cerca de três ou quatro milhões de euros.
O paredão de Moledo ficou em risco de derrocada no início de fevereiro e, em março, o mar levou parte da esplanada de um bar e ameaçou o farolim de aviso à navegação.
A nível nacional, a APA reservou 27 milhões de euros no litoral para “ações imediatas e emergentes” que permitam recuperar os estragos após as tempestades do inverno.
Até 2027, o Governo tem 174 milhões de euros para intervir no litoral após ter contabilizado 571 danos causados pelas tempestades do inverno, revelou a 07 de abril a ministra do Ambiente.