Nova Região Oeste e Vale do Tejo é a "grande oportunidade" para responder aos "anseios" da população
Três áreas geográficas, 34 municípios e cerca de 800 mil habitantes. É rapidamente assim que se pode resumir o alcance da nova região administrativa Oeste e Vale do Tejo, que se assume como uma comunidade intermunicipal europeia com ambição de se afirmar como motor de desenvolvimento e promoção da diversidade económica desta parte do país.
Atividade agrícola, industrial, turística, empresarial, do litoral ao interior, há de tudo um pouco a descobrir naquela que é uma das regiões mais diversificadas do país, localizada a norte da Área Metropolitana de Lisboa, e que passa a gerir agora de forma coletiva o seu próprio território nestas autarquias, com acesso a a verbas comunitárias que ultrapassam os 23 milhões de euros.
Falamos de concelhos do Oeste, da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo, que pretendem reforçar a identidade que os une e a capacidade de promoção económica a nível internacional, numa apresentação pública que aconteceu há poucos dias na Feira Nacional de Agricultura. São eles: : Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
Em conversa com o Conta Lá, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, acredita tratar-se de uma "grande oportunidade" para responder "aos anseios" da população. Só assim será possível a região começar a emancipar-se da alçada total da região de Lisboa e Vale de Tejo e controlar melhor o seu destino no que toca à utilização de fundos comunitários.
"Entendemos que este é um momento digamos, ideal para que isso possa acontecer", até porque, reforça, "são zonas de de de futuro, de de expansão, que têm ainda a capacidade de atrair, quer empresas, quer habitantes". Algo que é necessário "com urgência, atira, pelo que estamos perante "um grande momento para esta nova região".
Estratégia
A decisão surge num contexto de reorganização territorial e de criação da nova NUT II (subdivisão administrativa europeia) Oeste e Vale do Tejo, e levou igualmente à recente inauguração de uma representação oficial da região em Bruxelas junto da Comissão Europeia para articular as decisões a nível da União Europeia e as agora possíveis candidaturas próprias.
É essencial, por isso, neste momento "construir a estratégia" e "definir um conjunto de ações" para dar corpo a este "novo modelo organizacional". Se é certo que ainda vão ficar sob a dependência, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Lisboa e Val do Tejo, importa ter "ume estratégia" para garantir uma voz própria eficaz.
Na opinião do autarca, "todo este processo já se iniciou, não é algo para concretizar" no futuro, pelo que o mais importante é "desenvolver trabalho" de forma a que "depois todas as medidas" sejam "implementadas de acordo com as as expectativas do território".
Com a certeza que "o potencial especial de cada um destes 34 municípios faz-nos querer e acreditar que podemos ter aqui uma região que se vai impulsionar neste futuro próximo", sustenta Manuel Jorge Valamatos: "Cada um contribuirá de forma decisiva e de forma importante para o contexto desta nova região".