"Paredes Plural" juntou alunos de várias comunidades para a semana da interculturalidade

Projeto criativo "Paredes Plural", promovido pelo município nortenho, juntou alunos de seis escolas e agrupamentos escolares para refletir, através da visão artística, sobre a diversidade cultural e a inclusão na sociedade. 
Tiago Oliveira Jornalista
17 abr. 2026, 08:00

Como se interpreta a interculturalidade? Foi o desafio lançado aos alunos do município de Paredes para lançar as bases de uma reflexão artística e social que possa dar frutos imediatos e ajude na promoção da inclusão. Com uma resposta definitivamente multicultural.

Através do Projeto "Paredes Plural", a autarquia nortenha assinalou a Semana da Interculturalidade a 14 de abril, na Casa da Cultura, com um evento em que marcaram presença estudantes dos agrupamentos de escolas de Paredes, de Lordelo, de Sobreira, de Cristelo, de Vilela e da escola básica e secundária Daniel Faria, em Baltar, além do vice-presidente do município, Francisco Leal. Cada escola teve a oportunidade de partilhar, em palco, o trabalho realizado pelos alunos.

Crianças e jovens de nacionalidade brasileira, marroquina, russa, angolana e de etnia cigana deram os seus testemunhos enquanto alunos residentes em Paredes em réplica ao "Desafio Criativo" lançado aos estabelecimentos de ensino, em que foram convidadas a refletir e a expressar através da criação artística.

O objetivo era que partilhassem a sua visão de um concelho onde a diversidade cultural, a inclusão e o acolhimento fazem parte da identidade coletiva, com espaço para um pensamento estruturado e participado sobre identidade, pertença, convivência intercultural e futuro comum.

Importa realçar que o “Paredes Plural” é resultado de uma candidatura ao projeto comunitário "Planos Municipais para a Integração de Migrantes", como uma medida que visa reforçar e promover a migração legal para os estados-membros.

Lançado em outubro de 2025, visa a criação de um serviço de escuta, informação e encaminhamento para os imigrantes que residam, trabalham - ou pretendem residir ou trabalhar - no concelho e decorre até 2027. Na sua base, a consciência de que os imigrantes enfrentam desafios significativos e um nível de exclusão elevado em várias dimensões, nomeadamente, no acesso à informação, ao emprego, à educação, à aprendizagem da língua, à saúde e na discriminação.