Saída do único helicóptero do INEM em Viseu "só pode ser um equívoco"
"Só pode ser um equívoco". É desta forma perentória que o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, reagiu em direto num debate no Conta Lá a propósito da operação "Nacional 2: o país que conta", à notícia da possível saída do helicóptero do INEM que serve a cidade para o Hospital de Coimbra.
O autarca realçou a surpresa, ao lembrar uma recente visita do presidente do INEM que, há cerca de um mês, esteve no aeródromo de Viseu para ver o investimento de "centenas de milhares de euros" no hangar para acomodar o meio aéreo, a que se juntam "dezenas de milhares de euros" avançados pelo município.
A notícia surgiu após uma intervenção da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que numa intervenção na respetiva comissão parlamentar, mencionou essa "eventual" possibilidade para 2030, algo que João Azevedo classifica novamente, como "uma pequena ideia" que "não passará de um equívoco". Ou seja, para que não restem dúvidas, "não vai acontecer, não pode acontecer".
O presidente fala mesmo de "um investimento que está a salvar vidas", "protege territórios" e que "abrange uma região enormíssima", o que obriga a "saídas permanentes do helicópetro".
"Somos responsáveis pelas nossas ações políticas e públicas", reforça João Azevedo, com a certeza que esta notícia faz ainda menos sentido quando o investimento realizado no hangar protege as operações das "intempéries".
Quando questionado sobre se já tivera oportunidade falar do assunto com o ministro, o autarca confessou ainda não o ter feito, mas revelou já ter falado "com técnicos do INEM" que "transmitiram tranquilidade" pera uma mudança que "não pode acontecer". Ainda para mais quando "estamos sempre a falar do território" numa lógica de investimento e de "aposta concreta e forte do Estado" e, de rependete, se tirava "um ativo fundamental para salvar vidas", naquele que é um "pilar fundamental do estado de direito, a saúde".