Trabalhos arqueológicos terminam e desbloqueiam projeto de nova residência para estudantes na Baixa de Coimbra que pode abrir em 2027

As sondagens arqueológicas para a construção de uma residência de estudantes na Baixa de Coimbra foram concluídas, permitindo avançar com o projeto. A primeira fase da obra deverá ficar concluída em 2027, com abertura prevista para o ano letivo 2027/2028.
Agência Lusa
Agência Lusa
30 abr. 2026, 11:33

As sondagens arqueológicas associadas à construção de uma residência de estudantes na Baixa ficaram concluídas este mês e há a expectativa de que o projeto possa entrar em operação no ano letivo 2027/2028, revelou o fundo Coimbra Viva.

Em resposta escrita à agência Lusa, a FundBox, sociedade privada que gere o fundo detido maioritariamente pela autarquia, referiu que a fase de sondagens arqueológicas da primeira fase de construção da residência de estudantes na Baixa de Coimbra terminou neste mês.

“Temos a expectativa de que a primeira fase possa ficar concluída durante o segundo semestre de 2027, pelo que esperamos que a residência possa entrar em operação durante o ano letivo de 2027/2028”, disse.

O projeto conheceu desenvolvimentos em abril de 2024, quando o município de Coimbra subscreveu um aumento de capital daquele fundo imobiliário para a construção poder avançar, contemplando duas fases de construção, numa zona designada como quarteirão da Nogueira, entre a rua da Nogueira e a rua Pedro Olaio.

A primeira fase da construção da residência de estudantes contempla 66 estúdios.

Já a segunda fase, que está em processo de licenciamento, contempla um total de 60 estúdios e oito T1, de acordo com o relatório e contas de 2025, do fundo Coimbra Viva, que a agência Lusa consultou.

De acordo com esse documento, em 2025 houve um aumento de capital em espécie subscrito pela Câmara de Coimbra com a entrada de dois novos imóveis que integram o projeto correspondente à segunda fase da residência de estudantes.

No relatório e contas, o fundo Coimbra Viva lamentava que a residência de estudantes – considerado um dos projetos estruturantes do fundo – não avançou em 2025 “ao ritmo desejado devido à necessidade de realização de trabalhos arqueológicos adicionais, solicitados pela tutela”.

O fundo, criado em 2011 para atuar numa zona delimitada na Baixa da cidade, sobretudo próxima do canal do ‘metrobus’ – na zona de influência da via Central –, já reabilitou alguns imóveis na rua Direita e rua da Moeda (num total de 16 frações de habitação e oito de comércio).

Em 2025, o Coimbra Viva vendeu as últimas frações que tinha reabilitadas.

Além do projeto da residência de estudantes, o fundo prevê iniciar os trabalhos arqueológicos num lote na rua João Cabreira em maio, após autorização das entidades responsáveis, num projeto em que está prevista a construção de três espaços comerciais no rés-do-chão e 11 frações habitacionais (três T3, cinco T2 e três T1).

“É nosso objetivo iniciar a construção ainda este ano, mas dependerá dos resultados das sondagens arqueológicas”, afirmou à Lusa o fundo.

Já outro projeto na rua Direita que agrega vários lotes deverá avançar com obras em 2027, após a compra de um prédio que faltava, referiu.

“Entre maio e junho, vamos avançar com trabalhos de desconstrução” desse mesmo lote integrado em 2025, que se encontra “em muito mau estado de conservação”, aclarou.

Esse projeto na rua Direita prevê a construção de oito fogos de habitação (entre T1 a T3) e uma fração de comércio.

O relatório do Coimbra Viva realça ainda que, apesar da mudança do executivo camarário, o município mantém “total interesse e empenho no desenvolvimento e acompanhamento do fundo”.

O fundo tem como participantes institucionais a Câmara de Coimbra e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), e é gerido pela sociedade privada FundBox, permitindo também a participação de investidores privados e detentores de imóveis.