União Europeia manifesta solidariedade com Portugal após tempestades

O Conselho Europeu deverá expressar a sua solidariedade com Portugal pelos efeitos das tempestades que marcaram o início do ano. A referência surge num rascunho das conclusões da cimeira em Bruxelas.
Agência Lusa
Agência Lusa
18 mar. 2026, 14:13

O Conselho Europeu vai, na reunião de quinta-feira em Bruxelas, expressar a sua solidariedade com Portugal devido aos “devastadores fenómenos meteorológicos extremos” do início do ano no país, de acordo com um rascunho das conclusões.

“Na sequência dos devastadores fenómenos meteorológicos extremos ocorridos em Portugal, o Conselho Europeu expressa as suas mais sinceras condolências e manifesta a sua solidariedade para com o povo português”, indica uma versão preliminar das conclusões que deverão ser aprovadas na reunião de quinta-feira, à qual a Lusa teve, esta quarta-feira, acesso.

Os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) reúnem-se na quinta-feira em Bruxelas para debater a escalada militar no Médio Oriente e a situação no Irão, após os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos, incluindo as suas consequências para o bloco comunitário em termos de preços da energia e segurança energética.

Num documento de conclusões – que ainda terá de ser aprovado no encontro – com mais de 20 páginas, existe esta referência às tempestades em Portugal, o que “mostra que esta questão não passa despercebida ao nível europeu”, referiu uma fonte europeia, falando na antevisão da reunião.

“Não resolve os problemas, porque há uma dimensão de reparações, mas passa uma mensagem”, adiantou.

Nesta cimeira europeia, os líderes da UE vão, ainda, debater a competitividade estratégica da UE, o próximo orçamento comunitário a longo prazo, a segurança e a defesa, bem como as migrações.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado para um almoço de trabalho para debater a deterioração da situação internacional e a forma como a UE e os seus parceiros podem trabalhar em conjunto para defender o multilateralismo.

Em janeiro de 2026, Portugal foi atingido por aquele que foi descrito como um comboio de tempestades, que fizeram do mês um dos mais chuvosos e violentos dos últimos anos.

Uma das mais marcantes foi a tempestade Kristin, que atingiu o continente no final de janeiro com ventos extremamente fortes e chuva intensa, provocando falhas generalizadas de eletricidade, quedas de árvores, estradas cortadas e danos significativos em infra estruturas, especialmente nos distritos do centro e em Leiria, Coimbra e Santarém.

Registaram-se várias dezenas de mortos e milhares de feridos relacionados com estas tempestades e prejuízos económicos estimados em vários milhares de milhões de euros.

Para fazer face aos estragos, o Governo português decretou estado de calamidade nas áreas mais afetadas e aprovou pacotes de apoio financeiro para recuperar infraestruturas e ajudar empresas e famílias.