Tomar reforça fiscalização no Rio Nabão
A Câmara de Tomar vai reforçar a articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), GNR e Governo para enfrentar a poluição no rio Nabão, adotando medidas de fiscalização, monitorização e alertas à população, anunciou esta sexta-feira a autarquia.
O presidente do município, Tiago Carrão (PSD), disse à Lusa que o processo envolve várias entidades, incluindo Ministério do Ambiente, CEPNA/GNR e Tejo Ambiente, e depende de investimento e fiscalização contínua.
“Não há uma solução mágica, mas haverá avisos indicando que as águas não são próprias para uso balnear”, afirmou o presidente da Câmara de Tomar, no distrito de Santarém.
Segundo o autarca, o rio Nabão é monitorizado em três estações ao longo do seu curso, com campanhas trimestrais de amostragem.
Apesar de alguma redução de contaminação microbiológica entre 2024 e 2025, os níveis de ‘Enterococos intestinais’ e ‘Escherichia coli’ continuam elevados para usos recreativos, tema que foi debatido em reunião realizada entre as várias entidades.
“Esta reunião teve como principal objetivo preparar uma posição técnica e institucional sólida para os próximos encontros com a APA e com a tutela governamental, tendo em vista encontrar soluções para um problema ambiental que se arrasta há demasiado tempo e que continua a afetar o rio Nabão e a qualidade de vida da população”, disse o autarca.
De acordo com o município, que cita “informação recentemente disponibilizada pela APA”, o rio Nabão é monitorizado regularmente em três estações de monitorização ao longo do seu curso, incluindo no troço que integra a área urbana de Tomar, com campanhas de amostragem realizadas quatro vezes por ano.
Os resultados indicam que o estado da massa de água se encontra classificado como “Inferior a Bom”, verificando-se, no troço de Tomar, picos de contaminação microbiológica, nomeadamente ao nível de ‘Enterococos intestinais’ e ‘Escherichia coli’.
A APA, segundo o município, refere ainda que, apesar de se observar uma tendência de redução da contaminação microbiológica entre 2024 e 2025, os valores registados continuam elevados para usos recreativos.
Nesse contexto, o rio Nabão não se encontra classificado como água balnear, sendo desaconselhada a ida a banhos, pelo que, adiantou Tiago Carrão, “brevemente serão tomadas medidas de colocação de informação a alertar para o facto de a qualidade da água não estar assegurada para esse uso, conforme recomendação da APA”.
O autarca sublinhou a importância de uma “articulação efetiva” entre o município, as forças de fiscalização ambiental, a APA e o Governo, reforçando a “urgência de uma resposta integrada que permita não apenas identificar responsabilidades”, mas, sobretudo, “implementar medidas concretas e estruturais”.
O presidente da Câmara de Tomar reafirmou o seu “empenho na defesa do rio Nabão”, considerado um elemento central do património natural, ambiental e identitário do concelho, assumindo o “compromisso de continuar a acompanhar este processo com rigor, transparência e determinação”, no sentido de contribuir para a recuperação e valorização deste curso de água.