Torres Vedras quer soluções provisórias para garantir acesso pedonal a praias
A Câmara de Torres Vedras vai reivindicar junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) soluções provisórias de intervenção que garantam, pelo menos, o acesso pedonal a praias interditas pelo mau tempo, disse hoje o vice-presidente.
“A prioridade é garantir o acesso pedonal em segurança nos casos em que o acesso de automóvel está impossibilitado e vamos reivindicar essa solução antes da época balnear à APA, antes de poder haver intervenções definitivas”, afirmou à agência Lusa o vereador Diogo Guia.
Devido a derrocadas, que afetaram o acesso, as praias do Porto da Assenta, Peças e Cambelas encontram-se interditas.
O autarca naquele município do distrito de Lisboa demonstrou preocupação com a instabilidade das arribas a sul da praia Azul.
De acordo com o relatório da APA sobre as ocorrências relacionadas com o mau tempo, divulgado na quarta-feira, constataram-se problemas de instabilidade das arribas nas praias de Porto Novo, Navio, Guincho, Amoeiras, Cambelas, Furnas, Peças, Porto da Assenta e Porto Barril.
Verificaram-se também episódios de erosão costeira em Santa Rita, Santa Helena e galgamentos do mar na praia do Mirante.
Já na praia da Foz do Sizandro observaram-se os três problemas.
Os danos causados pelo mau tempo entre outubro e fevereiro no litoral de Portugal continental obrigam a um investimento de 111 milhões de euros, dos quais 15 milhões para aplicar antes do verão, segundo o relatório da APA.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.