Trabalhadores da Higiene Urbana exigem reforço de meios em Lisboa
Os trabalhadores da Limpeza e Higiene Urbana de Lisboa entregaram esta quarta-feira o caderno reivindicativo nos Paços do Concelho, defendendo a necessidade de um “investimento substancial” neste serviço público municipal, “vital para a cidade e para a população”.
“Há necessidade de um investimento substancial neste setor que é vital para a cidade e para a população, quer em termos de instalações, quer em termos de meios mecânicos, viaturas acima de tudo, quer as viaturas pesadas da remoção, quer as viaturas ligeiras ou as carrinhas de apoio, há de facto um grande mal-estar hoje neste setor em função dos meios que deveriam existir e que não existem”, disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) Luís Dias.
Segundo Luís Dias, que acompanhou uma delegação de trabalhadores da Limpeza e Higiene Urbana na entrega do caderno reivindicativo ao executivo camarário, o recente anúncio da Câmara de Lisboa de um investimento de 2,3 milhões de euros para adquirir 10 viaturas de remoção de lixo diz respeito a viaturas em segunda mão, alugadas no ano passado.
“O que se necessita nesta fase é mesmo mais viaturas e obviamente em condições, não aquelas que todas as noites avariam ou que não permitem que os circuitos terminem e alguns casos com circuitos profundamente desequilibrados, que arretam riscos acrescidos para a saúde e a integridade física dos trabalhadores”, defendeu.
Numa nota positiva, Luís Dias saudou a entrada de mais trabalhadores para a Higiene Urbana, mas questionou onde serão colocados, uma vez que as instalações atuais “estão basicamente no limite” e “não têm capacidade para apoiar mais gente, obviamente respeitando as questões de saúde e segurança no trabalho”.
Entre as reivindicações estão também a conciliação da vida pessoal e familiar e que a Câmara articule com o Governo uma valorização salarial que permita fazer face ao aumento de preços dos últimos meses, já que, segundo o sindicato, o processo sobre as profissões de desgaste rápido “está completamente parado”, bem como a atualização do suplemento de insalubridade.
“Só estas matérias, que não são da competência direta da Câmara, face à sintonia política e até partidária, porque são os mesmos que, de certa forma, estão à frente da Câmara e do Governo, poderão agilizar um pouco a resolução destas matérias muito sensíveis para estes trabalhadores deste setor”, referiu Luís Dias.