Transbordo entre futuro projeto de metro e metrobus na Trofa será curto
O presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, garantiu esta sexta-feira que o transbordo do metro para o metrobus em Muro, na Trofa, "não custa quase tempo" nenhum quando o projeto estiver em funcionamento, garantindo "alinhamento completo" com a autarquia.
"Há uma zona de interface mínima, mas cola um com o outro (metro com metrobus). É parar e mudar para o lado. O projeto é fantástico. O metro ligeiro cola com o metrobus na mesma plataforma. Mas é um transbordo que não custa quase tempo (nenhum). É um transbordo de três ou quatro metros", disse esta sexta-feira aos jornalistas Emídio Gomes sobre a expansão planeada do Metro do Porto até à Trofa, em modo metro até Muro e depois em metrobus até à cidade.
O presidente da Metro do Porto falava após o seminário "Globalização e Equilíbrio Geoestratégico: o papel da Metro do Porto", que decorreu esta sexta-feira na Universidade Portucalense, no Porto.
Questionado sobre se não havia vantagem em evitar o transbordo e fazer a obra toda em modo ferroviário, Emídio Gomes disse ter sido esse o projeto que recebeu, considerando que "a solução encontrada é excelente e o município e toda a vereação estão completamente de acordo", falando num "alinhamento completo entre o Governo, a Metro e o município".
Durante a sua intervenção e também aos jornalistas, falou numa questão de "dignidade de Estado" na devolução de transporte ferroviário à Trofa após retirados os carris com a promessa de construção do Metro do Porto, que chegou a estar projetada em modo totalmente ferroviário mas foi abandonada.
"Nós retirámos aquilo às pessoas, nós lhes demos transporte alternativo e 15 anos depois, ou 14 anos depois, fizemos o estudo de procura e concluímos que o número de pessoas que utilizavam o transporte público era baixo", observou Emídio Gomes durante a sua intervenção na conferência.
Já questionado sobre a opção da Metro do Porto para a segunda linha da Maia, se em metro ou em metrobus, referiu que o município irá comunicar qual a sua opção - o presidente da Câmara, Silva Tiago, já referiu preferir metro -, sendo depois necessário "trabalhar a opção politicamente junto do Governo".
"Estamos a aguardar. Mas o município disse que dentro das próximas semanas nos vai enviar a decisão", apontou.
Durante a conferência, Emídio Gomes disse ainda que está a ser estudado um interface na zona da Asprela, em frente ao Hospital São João, de forma a acomodar as futuras linhas de metro na zona (São Mamede de Infesta e Maia II).
"Não há projeto, estamos a estudar. Em função das novas linhas de metro que começam ou acabam no São João, nós estamos em conjunto com os municípios do Porto, da Maia e de Matosinhos a olhar para este espaço que vai da Areosa ao Amial e ver como é que o enquadramos nas novas exigências do futuro interface deste grande 'hub'", apontou o responsável.
O responsável não se quis também pronunciar sobre os financiamentos para a Linha Rubi (Casa da Música - Santo Ovídio), remetendo para as comunicações do Governo sobre o tema.
O ministério da Economia já disse que o projeto saiu do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a Metro do Porto já divulgou que, face aos atrasos nas obras da Linha Rubi, não vai aproveitar as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na totalidade, procurando outros fundos europeus para financiar a empreitada.
No dia 18 de abril, foi conhecido que os prazos de conclusão da Linha Rubi derraparam mais de um ano e são agora de julho de 2028, quando chegou a estar previsto 2026 e 2027.