Trás-os-Montes e Zamora juntam forças para criar plano conjunto de desenvolvimento transfronteiriço

As regiões de Trás-os-Montes e Zamora vão criar um plano estratégico conjunto para responder a desafios comuns como incêndios, clima e população.
Redação
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17 jun. 2026, 11:53

Trás-os-Montes e Zamora decidiram sentar-se à mesa para algo mais do que boas intenções, avançando com um plano estratégico conjunto para desenvolver as duas regiões, que partilham fronteira mas também vários desafios comuns. Mais do que números, a aposta passa por tentar transformar uma fronteira administrativa numa oportunidade de cooperação real.

O projeto chama-se ZAMTTM e foi apresentado em Bragança, numa iniciativa que junta a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes e a Diputación de Zamora, tal como escreve o Jornal Nordeste. A ideia é simples no papel, mas ambiciosa na prática: criar grupos de trabalho que definam uma estratégia comum para o futuro do território.

Uma das questões mais sensíveis centra-se nas diferenças entre os dois lados da fronteira, sobretudo em termos de burocracia e contratação pública. Mas o ZAMTTM quer olhar para problemas bem concretos das duas regiões. Entre as prioridades estão o combate aos incêndios, as alterações climáticas, o envelhecimento da população e os movimentos migratórios, temas que afetam tanto Trás-os-Montes como Zamora.

Também do lado espanhol há o mesmo diagnóstico, desde ser preciso estruturar antes de avançar com projetos. Javier Faúndez, presidente da Diputación de Zamora, considera que este foi apenas o primeiro passo. “Demos o primeiro passo para definir esse quadro de trabalho”, disse, citado pelo periódico, acrescentando que o objetivo é criar um espaço de colaboração que permita depois avançar para projetos concretos, especialmente quando voltarem os fundos europeus.

Na mesma linha, o presidente da Fundação Rei Afonso Henriques, José Luís Prada, sublinha que sem estratégia não há resultados consistente. O projeto ZAMTTM tem um investimento global de cerca de 260 mil euros. A CIM das Terras de Trás-os-Montes é a principal beneficiária, com 166 mil euros, enquanto a região de Zamora recebe cerca de 96 mil euros.