Trás-os-Montes vai ter Mestrado em Medicina já em 2026
Já com a luz verde do Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) para a abertura do Mestrado Integrado em Medicina, os ministros da Saúde e Educação reuniram esta semana com a comissão instaladora para o próximo passo do projeto: começar a preparar o contrato-programa que, segundo o ministro da Educação, vai “criar as condições para que o mestrado funcione” e que terá de ser assinado antes do início do próximo ano letivo, já pela nova equipa reitoral da UTAD.
O contrato-programa vai envolver os ministérios da Educação, Ciência e Inovação e da Saúde, a UTAD e os seus parceiros como a ULSTMAD, “neste projeto que é importantíssimo para esta universidade e para este território” porque vai ter um impacto “muito grande” na qualidade dos serviços de saúde prestados nesta região.
Também a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destaca a “enorme importância” do novo curso de Medicina para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para o sistema de saúde em Portugal.
“Desde logo porque vamos formar mais médicos, que precisamos, vamos formá-los numa região do interior”, frisa, esperando que, após a sua formação, possam criar as “suas raízes” nesta região.
A governante realça ainda que o ministério “está muito apostado em criar e continuar a criar todas as condições” para o funcionamento deste mestrado integrado, referindo que investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em instalações e equipamentos para a ULSTMAD tem sido concretizado já a pensar na nova formação.
Um exemplo é o centro de simulação, que é uma das condições para a criação do curso é o centro de simulação e vai funcionar no hospitalar de Vila Real, sede da ULS.
A vice-reitora para a Educação e Qualidade da UTAD, Carla Amaral, adiantou que já existe um financiamento de 1,7 milhões de euros, em PRR, para a aquisição de equipamento de simulação, que será uma espécie de um mini-hospital para formação dos estudantes.
Carla Amaral realçou que o curso avança já “no próximo ano letivo” e mostrou-se convicta de que a crise institucional “vai ser ultrapassada”.
“Eu acho que a academia está preparada para isso, porque nós todos também estamos a sentir a necessidade de que o comboio regresse aos carris e que avancemos”, refere.
O curso prevê a formação de 40 estudantes por ano. Para a implementação deste mestrado integrado foi também preparado um sistema de transportes dos estudantes que irá ligar a universidade e a ULS, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e 23 centros de saúde.