Uma hora, 15 litros de beatas: o problema que persiste no espaço público português

Mais de duas dezenas de voluntários percorreram as ruas de Algés para recolher pontas de cigarro, numa ação de sensibilização ambiental sobre rodas ou a pé. No fim de uma hora de recolha foram apanhados 15 litros de beatas.
Pedro Marcos Editor de imagem
Rui Mendes Morais
Rui Mendes Morais Jornalista
João Franco Repórter de imagem
25 fev. 2026, 08:00

Mais de duas dezenas de voluntários saíram às ruas de Algés, em Oeiras, para apanhar beatas espalhadas pelas ruas, um problema que continua a invadir as calçadas portuguesas. Ao fim de uma hora, foram recolhidos 15 litros de pontas de cigarros. A ação, chamada “Limpar Beatas de Bicla”, contou com o apoio do Pacto Climático Europeu, da Ecomood e da Climate Alliance Portugal, e procurou alertar a população para os efeitos nocivos destes resíduos no ambiente.

Segundo a vereadora do Ambiente e Transição Energética de Oeiras, Sílvia Breu, “por minuto atiram-se cerca de 7 mil beatas para o chão em Portugal", o que num dia equivale a mais de 10 milhões de resíduos. Além disso, a responsável pelo pelouro explica que a beata pode contaminar até 6 litros de água, representando um risco significativo para ecossistemas e para os recursos hídricos.

O objetivo da iniciativa foi sensibilizar a população enquanto se pedala, mostrando que pequenas ações podem ter impacto. Para além da recolha de beatas, os voluntários distribuíram folhetos educativos e demonstraram que, mesmo com uma lei em vigor desde 2019, é preciso reforçar a consciencialização e fiscalização sobre este tipo de lixo urbano.