"Vi as pessoas todas a correrem": moradores relatam pânico noturno na Costa da Caparica

Os que vivem junto à arriba fóssil na Costa da Caparica, no concelho de Almada, perderam o sono com tantas derrocadas. A última obrigou, esta semana, à retirada de 30 pessoas das suas casas.
Rafael Matos
Pedro Miguel Costa
Pedro Miguel Costa Editor-executivo
Redação
Redação
20 fev. 2026, 13:00

O receio de novos desabamentos está a marcar o quotidiano dos residentes de São João e Santo António, na Costa da Caparica. Esta semana, uma derrocada na arriba fóssil obrigou à retirada de 30 pessoas das suas casas, agravando o clima de insegurança entre quem vive junto à escarpa.

A Câmara Municipal de Almada já reagiu à situação, declinando responsabilidades diretas sobre o território. Segundo a autarquia, por se tratar de uma área de paisagem protegida, a gestão da arriba está fora da sua esfera de intervenção, o que limita a capacidade de atuação municipal no local.

Enquanto a arriba continua a ceder, os moradores vivem com o receio constante de novos desalojamentos, sentindo-se desprotegidos perante a instabilidade geológica do terreno.