Vila Real com sistema de videovigilância entre 2026/27 para reforçar prevenção
A instalação de um sistema de videovigilância na cidade de Vila Real com 38 câmaras, numa fase inicial, vai reforçar a prevenção, a dissuasão de ilícitos criminais ou de atos de vandalismo e a investigação, foi hoje anunciado.
O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, e o diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, assinaram hoje o protocolo de cooperação para a instalação de um sistema de videovigilância na cidade, o qual deverá estar operacional durante 2026 ou início de 2027.
“A instalação de 38 câmaras em 27 locais irá contribuir, em primeiro lugar, para a prevenção, dissuasão e, em segundo lugar, se houver alguma infração que seja cometida, seja do ponto de vista penal, criminal ou outro, (...) será mais fácil, em termos de investigação criminal, chegar aos autores”, realçou Luís Carrilho.
Alexandre Favaios destacou ainda o contributo para a regularização do trânsito, podendo ajudar a diluir a pressão que “às vezes existe” na sede de concelho e melhorar a qualidade de vida, sublinhando que este é um “concelho seguro”.
O autarca explicou que a decisão de avançar com a videovigilância nasceu “de uma avaliação séria, responsável e realista daquilo que é a vida da cidade”, realçando que Vila Real não vive um contexto de criminalidade alarmante.
“Mas todos sabemos que existem sinais que não podem ser ignorados: atos de vandalismo, comportamentos de incivilidade, danos no espaço público, perturbações que afetam o dia-a-dia das pessoas e que fragilizam o sentimento de segurança. E esse sentimento conta, conta muito”, sustentou.
O investimento é de cerca de 730 mil euros, o equipamento vai ser adquirido pelo município e será a PSP a operar o sistema.
Antes de ser implementado, será necessário obter autorizações, nomeadamente por parte do Ministério da Administração Interna, precedidas do parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados.
“E esse caminho será feito com todo o rigor, com toda a seriedade e com todo o respeito pelas regras do Estado de direito”, garantiu Alexandre Favaios.
O diretor nacional da PSP afirmou que a videovigilância ou videoproteção não “ substitui o elemento humano”, garantindo que os polícias “tudo continuarão a fazer” na sua área de intervenção, considerando, no entanto, que este sistema “irá contribuir para a melhoria do espaço cívico, para a melhoria do espaço público, para uma melhor qualidade de vida da população em Vila Real”.
O presidente da câmara concretizou que as câmaras, 38 numa fase inicial, vão ser instaladas em sítios onde existem maiores constrangimentos ao nível do trânsito, designadamente nas entradas da cidade, nas zonas de diversão noturna e junto aos elevadores públicos, referindo que todo o centro histórico lhe parece “particularmente relevante”.
Sublinhou ainda que o projeto foi pensado em função dos pontos mais sensíveis da cidade e adiantou que o sistema poderá ser expandido em função da avaliação que irá ser feita.
Segundo dados da PSP, em 2025, o Comando Distrital, que abrange as cidades de Chaves e Vila Real, efetuou 242 detenções, sendo as infrações relacionadas com a condução automóvel e o tráfico de estupefacientes as tipologias que mais contribuíram para esse número.
Mais avançado está o processo de instalação de videovigilância na floresta, que será operado pela Polícia Judiciária (PJ).
Alexandre Favaios disse que a câmara municipal já terminou o processo de adjudicação no valor de cerca de 33 mil euros, realçando que vão ser instaladas 125 câmaras para monitorizar áreas florestais do concelho e reduzir o número de incêndios.
A iniciativa, que se concretiza no âmbito do Programa de Redução do Número de Ignições, integrado na Estratégia Nacional para as Florestas, visa diminuir o número de ignições e detetar os autores dos comportamentos dolosos e negligentes, tarefas que competem às forças policiais e à PJ.