Mini-tornado deixou mais de 130 mil euros de prejuízos em Vinhais

O fenómeno de vento extremo registado na tarde de terça-feira na aldeia da Mofreita, em Vinhais, causou prejuízos estimados entre 130 mil e 150 mil euros, segundo o presidente do município. O autarca pede apoios do Governo para as famílias afetadas e sublinha o impacto significativo dos danos na pequena aldeia.
Agência Lusa
Agência Lusa
09 abr. 2026, 17:13

O fenómeno de vento extremo sentido na terça-feira na aldeia da Mofreita, em Vinhais, provocou prejuízos de mais de 130 mil euros, adiantou esta quinta-feira à Lusa, o presidente da câmara, que reclama apoios do Governo para as famílias afetadas.

“Não sendo um valor completamente fechado, segundo o que já inventariámos, à volta de 130 mil a 150 mil euros”, revelou Luís Fernandes, salientando que, para uma pequena aldeia, os prejuízos são “significativos”.

Na terça-feira, pelas 16h00, um fenómeno de vento extremo levantou telhas de casas e armazéns, chapas de estábulos, painéis solares, partiu árvores e até arrancou castanheiros robustos, com muitos anos.

A população contou à Lusa que tudo aconteceu em segundos e, de acordo com a presidente da União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita, a aldeia da Mofreita chegou a estar sem eletricidade durante seis horas, tendo sido reposta apenas por volta das 23h00.

Os técnicos do município estiveram no terreno a avaliar os estragos e, durante esta quinta-feira, foi feita uma limpeza dos caminhos e dos locais onde as chapas caíram, em colaboração com os bombeiros e a junta de freguesia.

O autarca de Vinhais salientou que a câmara está disponível para “ajudar já nalgumas intervenções mais urgentes que é necessário fazer”, como substituição de telhas e de chapas.

Este município do distrito de Bragança vai ainda reportar os prejuízos ao Governo, porque “também se enquadra dentro daquilo que foi uma intempérie”.

“Iremos reportar esses prejuízos ao nível da CIM (…) e a própria CIM fará chegar aos ministérios competentes, quer ao da Agricultura, quer ao da Coesão, e nós fá-lo-emos também”, disse Luís Fernandes.

Embora reconheça que a gravidade não se compara às tempestades que aconteceram entre o final de janeiro e fevereiro, o presidente da câmara espera que estas famílias sejam igualmente ajudadas.  

“Quero e espero que o Governo também ajude estas famílias. O município irá fazê-lo de imediato, aliás, como eu disse, está a fazer desde o primeiro dia, em colaboração com a junta, desde que aconteceu aquele fenómeno, mas espero que também o Governo, através dos meios próprios que criou para este tipo de acidentes, consiga ajudar as famílias”, vincou.